Dermochlorella - Revista "Corpo a Corpo"

Estrias sem mistérios e com solução

Crescimento rápido, aumento de peso, gravidez... Eis três situações onde passar imune à distensão de pele, sem herdar uma estria sequer, é quase impossível. Eu disse quase, pois coloque nesse mix sua tendência pessoal. É certo: ter ou não ter as tais linhas brancas também é uma questão genética. Entenda melhor este assunto que afeta mais de 70% das mulheres

KÁTIA NEVES FOTOS: CAIO MELLO



Para quem deseja um procedimento mais natural

Um ativo extraído da alga verde Chlorella vulgaris já está sendo utilizado para aumentar a capacidade de produção de elastina e melhorar a coloração das estrias. Conhecido comercialmente como Dermochlorella, o produto foi desenvolvido pela empresa francesa Codif.

Segundo Maurício Pupo, professor de Cosmetologia (SP), o ideal é aplicar uma emulsão com Dermochlorella a 1% duas vezes ao dia, durante 12 semanas, na região afetada. Segundo o fabricante, o produto pode ser utilizado até em gestantes, mas deve ser prescrito por um médico.



Toda estria é caracterizada por uma linha branca.

Falso. Quando ela é recente, tem uma coloração avermelhada, porque o organismo, na tentativa de recuperar a região, promove o que os especialistas chamam de neovascularização. traduzindo: com o rompimento das fibras há um processo inflamatório, fazendo com que o sangue extravase, deixando o local mais avermelhado. Com o tempo, as marcas vermelhas vão ficando brancas porque há uma fibrose na lesão, ou seja, as fibras se romperam e não houve colágeno suficiente para preencher o espaço, transformando-o em uma cicatriz.


As recentes são mais fáceis de tratar.

Verdadeiro. isso acontece porque o tecido ainda possui bastante fibra elástica, o que permite seu recondicionamento rápido e a diminuição dos espaços entre os sulcos, bem como a produção de novas fibras que vão maquiar completamente o local afetado. Nesse período, os médicos lançam mão de peelings (de cristal, de ácido retinóico, microdermoabrasão), combinados a tratamentos com vários tipos de laser, como o de luz intensa pulsada, e loções tópicas contendo ácido retinóico. tudo para estimular a produção das fibras de sustentação.


É possível eliminar as marcas antigas.

Falso. "só conseguimos suavizar o problema e não acabar com ele de vez, porque o grau de rompimento das fibras é avançado", diz David Gruman, dermatologista da Clínica de Estética Maison Payot (sP). Como o rompimento dos filamentos já ocorreu, e com o tempo o processo de fibrose se instalou, inclusive com perda da melanina na área, não há como reverter o processo. Dependendo do tratamento adotado pelo médico, há uma melhora no local afetado como um todo, estreitando as linhas.


Hidratar a região ajuda a prevenir o estiramento da pele.

Verdadeiro. usar cremes à base de uréia, lactato de amônia e óleo de amêndoas, principalmente durante a gestação, ajuda a lubrificar a camada externa da pele, tornando-a mais flexível. O ideal é passar após o banho, em massagens circulares. "Além do uso de hidratantes, evitar o aumento de peso exagerado, e em curto período de tempo, é fundamental, pois o efeito sanfona é um desencadeador do problema", informa Abdo salomão Jr., dermatologista da rede de Clínicas Onodera.


Tomar sol apaga as marcas.

Falso. O aspecto bronzeado pode camuflar a aparência das estrias, porém, no caso das brancas, até piorar o aspecto, pois a pele em volta fica mais bronzeada e as estrias continuam esbranquiçadas, o que aumenta o contraste.

Excesso de exercícios físicos pode afetar as fibras elásticas.
Verdadeiro. O uso de cargas pesadas faz com que o músculo se expanda mais rápido do que a pele consegue acompanhar. O uso de esteróides anabolizantes para hipertrofia muscular também aumenta o risco de seu surgimento. Já as atividades aeróbicas dificilmente ocasionam fissuras.


Bumbum estriado é bumbum flácido.

Falso. Geralmente estrias não causam flacidez no bumbum, nem nos seios. isso porque a sustentação dos glúteos e das mamas não é feita apenas pela pele, mas também por outras estruturas, como os músculos e os ligamentos. No entanto, quando as estrias são muito extensas, a pele no local pode perder seu tônus. segundo Abdo salomão Jr., isso ocorre por causa da quebra das fibras colágenas e elásticas no local do estiramento, com posterior cicatrização, o que desencadeia uma pele atrófica (fina e frouxa).





Fonte: Revista "Corpo a Corpo"
Leia mais: http://corpoacorpo.uol.com.br/Edicoes/243/artigo127575-2.asp

 

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